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sábado, 30 de julho de 2011

ANDE HUMILDEMENTE PARA OBTER A BÊNÇÃO DE DEUS

Por W. C. Moore

Certamente os fariseus não são uma espécie extinta ainda. Mesmo as igrejas mais espirituais de hoje têm muitos fariseus do século vinte desfilando dentro delaspessoas aparentemente “tão boas”, quando, na verdade, têm o mal dentro de si e são como sepulturas disfarçadas. “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e iniqüidade” (Mt 23:28). Eu estou incluído nesta classe? E você?

Note como Davi foi humilde quando Natã, o mensageiro de Deus, apontou-lhe seu grande pecado, e veja como o perdão veio logo em seguida à confissão de Davi: “Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Disse Natã a Davi: Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás” (II Sm 12:13). Davi sofreu terrivelmente por causa do seu pecado mas após confessá-lo e deixá-lo, ele foi totalmente perdoado.

“Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I Jo 1:9). Deus só pode perdoar completamente se houver uma confissão total e se a pessoa deixar seus pecados. “Então saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia ....e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados” (Mt 3:5,6). “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Prov 28:13).

Mesmo sob o poderoso ministério de João Batista alguns não quiseram se arrepender. Se rejeitamos o mensageiro de Deus rejeitamos o próprio Deus. “Todo o povo que o ouviu, e até os publicanos, reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; mas os fariseus e os intérpretes da lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele” (Lc 7:29,30). “Em verdade, em verdade vos digo: Quem recebe aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Jo 13:20). “Quem vos der ouvidos, ouve-me a mim; e quem vos rejeitar, a mim me rejeita” (Lc 10:16).

Não há nada mais certo do que nos humilharmos diante de Deus, o Criador de todas as coisa, Aquele que deu Seu Filho para sofrer uma morte cruel por nossas pobres almas. É razoável e apropriado que todos nós coloquemos Deus em primeiro lugar nas nossas vidas. Quantas vezes Deus tem problemas conosco, os “velhos” santos! Quantas vezes Ele acha difícil nos colocar em uma posição de humildade e honestidade diante dEleonde Ele pode demonstrar totalmente o Seu favor por nós.

Ah, o pecado terrível e sutil da justiça própria! Foram os líderes religiosas dos dias de Jesus que causaram Sua crucificação. É difícil para uma pessoa que tem a reputação de ser santa e reta humilhar-se e confessar pública e totalmente quando um pecado é revelado na sua vida.

Humildade

Não importa o quanto Deus já nos abençoou, não importa a que grau de santidade tenhamos alcançado, Deus sempre quer que sejamos humildes diante dEle. Se você foi salvo há quarenta anos, precisa humilhar-se tanto quanto o bêbado ou a prostituta que vêm ao altar em busca da salvação. “Aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt 23:12). “...porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” (Lc 18:14).

Você é um líder religioso? Você é um santo “antigo”? Tome cuidado, meu amigo, para que você se mantenha humilde diante de Deus! Talvez você não pareça tão grande aos olhos de Deus, afinal de contas. Jesus disse aos líderes religiosos dos Seus dias: “Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus” (Mt 21:31).

É uma coisa excessivamente perigosa estar numa posição onde você quer os louvores dos homensou onde você aceita os louvores das pessoas. “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros, e contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?” (Jo 5:44). “Ai de vós, quanto todos vos louvarem! porque assim procederam seus pais com os falsos profetas”(Lc 6:26).

Você é cristão? Você foi convidado para as bodas? (Mt 22:1-14). Então preste atenção para não estar muito ocupado com outras coisas e com isso negligenciar aquela vida de humildade e oração onde a sua principal preocupação não seja o que as pessoas pensam de você, mas, sim, como você pode agradar a Deus (Mt 22:14; 20:16).

Quando alguém o critica, ou quando um sermão o “atinge” em cheio, não “resista” e não tente se defender. Ao invés disso diga: “Bem, talvez haja alguma coisa que Deus queira que eu entenda sobre este assunto. Talvez aquela crítica ríspida tivesse alguma verdade nela afinal de contas.” “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte” (I Pe 5:6). “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4:6). O próprio Deus resistiu a Jó até que Jó desistiu de seu

orgulho e auto-justificação. Foi quando Jó se humilhou e confessou tudo, que o Senhor lhe deu Sua graça, Seu favor, Sua bênção, Seu socorro.

Isaías foi um profeta. Mas certo dia ele teve uma visão da santidade de Deus e disse: “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo...Então disse eu: Ai de mim! Estou perdido! porque sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos” (Is 6:1 e 5).

Graças a Deus o Senhor encontrou com Isaías bem ali, quando ele se humilhou e fez uma confissão completa. “Eis que ela (brasa viva) tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado” (Is 6:7). Mesmo um profeta tinha “iniqüidade” e “pecado”, mas estes só passaram a ser notados quando a luz da própria Presença de Deus brilhou no mais profundo do seu coração. “Chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós outros” (Tiago 4:8).

terça-feira, 12 de julho de 2011

NIVEIS DE RELACIONAMENTO COM DEUS

• Adoração é fruto do nosso relacionamento com Deus. À medida que conhecemos ao Senhor, ou seja, temos a revelação de quem Ele é, respondemos em gratidão, louvor e adoração. Então, quanto mais conhecemos de Deus, mais profunda e intensa se torna a nossa vida de louvor e adoração ao Senhor.
• Quando Deus criou o homem, Ele criou um ser relacional. O pecado quebrou esta comunhão, porém o Senhor enviou o Seu filho para que este caminho fosse novamente aberto. Hb 10:19-20 “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo do Santos, pelo sangue de Jesus., pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne,”

Texto base: Ez 47

• Jesus é este rio, a palavra de Deus nos diz que Ele é a água viva que sacia a nossa sede. Somos atraídos para este rio, no qual existem níveis que podemos experimentar. Jesus se relacionou com diversos tipos de pessoas em diversos níveis: multidões, setenta, doze, três e um.

1. Fora do Rio = Multidões – São aqueles que ficam de fora do rio, ficam apenas observando e experimentam apenas as mãos do Senhor. As multidões não o conheciam verdadeiramente Lc 9:18-19.
Mt 15:30-31
“E vieram a ele muitas multidões trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos, e os largaram junto aos pés de Jesus; e ele os curou. De modo que o povo se maravilhou ao ver que os mudos falavam, os aleijados recobravam saúde, os coxos andavam e os cegos viam. Então glorificavam ao Deus de Israel.”
2. Artelhos (vers 3) = Setenta (Lc 10:1) – Após o envio dos doze discípulos, Jesus enviou outros setenta para Sua obra. Jesus tinha um número significante de seguidores, porém nem todos eram próximos a Ele. Este é um nível de relacionamento com Deus, onde o conhecemos mais de perto, porém não temos intimidade com Ele (Lc 10:22)) Nos contentamos em fazer algo para Ele, nos alegramos por isto, mas, não temos a revelação de quem Ele é realmente.

3. Joelhos (vers 4-a) = doze discípulos (Lc 10:23-24) – Tem comunhão com Jesus, o conhecem com um nível maior de intimidade, a eles é revelado os mistérios do Senhor. Não podemos nos esquecer que JUDAS foi um dos discípulos de Jesus.

4. Lombos (Vers 4-b) = Pedro, Tiago e João (Mc 9:2) – Comunhão ainda mais íntima com Jesus, viveram um nível de revelação diferente dos outros nove discípulos.

5. Mergulho (vers 5) = João (Jo 13:23) – O discípulo a quem Jesus amava. João experimentou um nível de intimidade e revelação e conhecimento de Deus maior do que os outros. Autor do evangelho de João, das epístolas de João e do livro de Apocalipse.
• O livro de João trata da natureza e da pessoa de Cristo, e do significado da fé nEle. João apresenta Cristo, como o filho divino de Deus.
• O conteúdo do apocalipse é a revelação de Jesus Cristo, e Ele é o centro de todo o livro. (comentário por Charles Caldwell Ryrie- Bíblia Anotada.)Cada nível do rio representa quanto controle ainda podemos ter de nossas vidas até o ponto de nos rendermos completamente a vontade de Deus. Quando mergulhamos no rio já não temos força suficiente para andarmos pelas próprias pernas. Mas é necessário sempre lembrarmos de que a escolha é nossa. Deus nos chama e nos atrai para Ele, mas quem escolhe somos nós. E eu termino esta palavra com uma pergunta: ONDE VOCÊ QUER ESTAR?

O CORAÇÃO DO REI ESTÁ NAS MÃOS DE DEUS

O Brasil não é mais governado por príncipes e reis, contudo, em cada canto da nossa vida, seja no lar, na escola, na igreja, na empresa, na comunidade, nos tribunais, etc., sempre haverá alguém com o poder de decisão sobre assuntos que nos interessam e que nos afetam de alguma forma. São os “reis” daquela situação ou daquele contexto.

Para eles, muitas vezes não faz a menor diferença dizer um “sim” ou um “não”, mas, para nós, certamente o faz.

Assim como a maioria dos reis da antiguidade, muitas destas pessoas não têm critérios bem definidos e suas decisões dependem muito mais do seu estado de humor e das suas preferências do que do seu senso de justiça. Por isso nos sentimos tão inseguros quando dependemos delas, pois não temos a mínima idéia de como o assunto será resolvido.

Por outro lado, sempre queremos que as decisões sejam favoráveis a nós, pois, somos egoístas.

Como encontrar o equilíbrio nestas situações? Como não perder a paz interior e não ficar estressado? Como não sair machucado, humilhado e frustrado?

Algumas pessoas acreditam em sua capacidade de manipular a situação ou as pessoas envolvidas; outras, acreditam em sorte, em destino ou em coincidências; outras, ainda, simplesmente se conformam com tudo; mas, há aqueles que reconhecem a soberania de Deus sobre tudo e sobre todos e, por isso, conseguem viver em paz!

O mundo não é justo. Nunca houve verdadeira justiça sobre a face da Terra, e, creio eu, nunca haverá. Mas, podemos caminhar sem medo, se colocarmos nossas vidas nas mãos de Deus, conscientes que de fato é Ele quem está no comando do universo.

O verso abaixo, extraído do Livro de Provérbios, nos ensina sobre a Soberania de Deus. Se interiorizarmos este ensino, encontraremos paz e tranqüilidade:

“Como ribeiros de águas,
assim é o coração do rei na mão do Senhor;
este, segundo o seu querer, o inclina”.
(Provérbios 21.1)

PRINCIPIOS DE UMA VIDA DE SANTIDADE!!!!

PRINCIPIOS DE UMA VIDA DE SANTIDADE!!!!

O mundo todo está saturado de perversão, imoralidade, inversão de valores, corrupção, desonestidade, falsidade, mentiras, hipocrisia, motivos egoístas ocultos, destrutivos do outro; que refletem sensivelmente nos relacionamentos pessoais, na família, na Igreja, no trabalho, na sociedade de modo geral, com resultados catastróficos e destruidores para todos. Deus, no entanto, não idealizou isso para ninguém! Toda esta perversão que está aí, tem como causa o vírus do pecado na vida humana, a rebeldia da natureza adâmica e a ação de satanás e seus demônios na vida do ser humano, levando-o a viver uma vida distanciada de Deus e dos valores centrados em Sua Palavra! Tenho plena convicção de que este quadro pode ser revertido na vida das pessoas e na sociedade como um todo, mediante a experiência da conversão, da busca por uma vida de santificação, e pela vivência dos princípios imutáveis de Deus conforme expostos em Sua Palavra. O apóstolo Paulo neste texto, direciona nossas mentes e corações para os princípios imutáveis para conquistar uma vida de santidade. Quais são estes princípios?

Quando vivemos movidos pela vida de Cristo, nossos valores mudam: 1- Buscamos as coisas do alto, onde Cristo vive, assentado a direita de Deus. Nossa mente é direcionada para as coisas espirituais. “Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está, assentado à destra de Deus” v.1. 2- Pensamos nas coisas do alto e não nas que são aqui da terra. Vivemos aqui na terra mas nossos corações estão na direção do reino de Deus. “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” v.2. 3- Estamos identificados com Cristo em Sua morte e ressurreição e Sua vida nos move a viver aqui na terra refletindo a vida de Cristo e com a consciência de que esta vida será manifesta na eternidade. “porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” v.3,4. A busca por uma vida de santidade nos leva a viver refletindo a vida de Cristo. A experiência na índia – Sadu Sundar Singer



O Espírito Santo enumera as coisas da vida velha que devem ser rejeitadas e abandonadas. 1- Imoralidade e idolatria. “Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vêm a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” v.5,6. Há sempre uma relação entre imoralidade e idolatria, uma vez que idolatria é colocar qualquer coisa ou pessoa no lugar de Deus. Toda cidade que é centro de idolatria tem um alto índice de prostituição. Juazeiro, Canindé, etc. Ouve as histórias de homens e mulheres e suas aventuras durante as romarias. São João! E viver assim atraí a ira de Deus. 2- Ira, raiva cultivada, difamação e linguagem obscena. “mas agora despojai-vos também de tudo isso: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca” v.8. Não é possível viver assim e ainda dizer que tem comunhão com Deus. 3- A Mentira que está estritamente relacionada com o diabo. “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com seus feitos” v.9. “Vós tendes por pai o diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o principio, e nunca se firmou na verdade; quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso e pai da mentira” Jô 8:44. Não é possível haver santificação com este tipo de vida! A busca por uma vida de santidade nos leva a abandonar tudo o que diz respeito a vida velha no pecado, antes da conversão.

Estas atitudes são delineadas: 1- Uma nova natureza Cristificada, dominada por Cristo. “E vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou: onde não há grego e nem judeu, circuncisão e nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo ou livre, mas Cristo é tudo em todos” v. 10,11. 2- Compaixão, bondade, humildade, gentileza, paciência “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade” v.12. 3- Perdão e amor. “Suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra o outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isso, revesti-vos do amor, que é o vinculo da perfeição’ V. 13,14. 4- Paz e gratidão a Deus por todos os feitos. “E a paz de Cristo para a qual fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações: e sede agradecidos” v. 15 5- A habitação permanente da Palavra de deus em nossos corações e tudo o que fizermos deve sempre ser feito em nome de Jesus, dando graças a Deus. V. 16,17. A busca de uma vida de santidade nos leva ao cultivo de atitudes que sinalizam a realidade de Cristo em nós na Pessoa do Espírito Santo.

O mundo em que vivemos está numa caminhada rumo a destruição moral e espiritual, em função da perversão e inversão dos valores com reflexos na vida pessoal, conjugal, familiar e em todos os segmentos da sociedade. Este quadro só pode ser revertido se houver uma genuína experiência de conversão nos corações e a busca por uma vida de santificação: Que envolve um viver dominado pela vida de Cristo, a rejeição à velha vida e o cultivo de atitudes que reflitam a nova vida em Cristo. Tudo começa com uma experiência pessoal com Cristo em sua morte e ressurreição. Peça a misericórdia de Deus e curve-se diante do poder do Espírito Santo.

EM CRISTO DO SEU AMIGO PASTOR CRISTIANO BANDEIRA – TEMPLO EVANGELICO PENTECOSTAL – GRAVATAIM - RS

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Amor no lar

O SEU LAR, PRESCISA DE AMOR, VIVA CADA DIA O AMOR NO LAR

- Nunca fiquem ambos zangados ao mesmo tempo.

-Nunca lancem no rosto um ao outro um erro do passado.

-Nunca se esqueçam das horas felizes de quando começaram a se amar.

-Nunca se encontrem sem um gesto de boas-vindas.

-Nunca usem indiretas, quer estejam sozinhos, ou na presença de outros.

- Jamais gritem um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo.

- Procure cada um se esforçar ao máximo para estar de acordo com os desejos do outro.

-Seja a renúncia de si mesmo o alvo e a prática de cada dia.

-Nunca deixem o sol se pôr sobre qualquer zanga ou ressentimento.

- Jamais dêem ensejo a que um pedido razoável tenha de ser feito duas vezes.

- Nunca façam um comentário em público, que possa magoar o outro. Pode ser engraçado às vezes, mas fere.

- Nunca suspirem pelo que poderia ter sido, mas tirem o melhor partido daquilo que é.

-Não censurem nunca, a não ser que tenham a certeza de que uma falta foi cometida, e mesmo assim, falem sempre com amor.

- Jamais se separem sem palavras amáveis, nas quais pensem enquanto separados.

- Não deixem que nenhuma falta cometida fique sem ser confessada e perdoada.

- Não se esqueçam de que o lugar mais próximo do céu na terra é aquele em que duas almas se correspondem no altruísmo.

- Não fiquem satisfeitos enquanto não estiverem certos de que ambos estão trilhando o caminho estreito e reto, um ajudando o outro.

- Jamais se esqueçam de que o casamento foi estabelecido por Deus e que só a Sua bênção pode torná-lo o que deve ser.

- Não permitam que esperanças terrenas os distanciem do lar celestial.


quarta-feira, 22 de junho de 2011

AMOR DE DEUS NÃO TEM LIMITE - Jr 31.3; Rm 8.32

AMOR DE DEUS NÃO TEM LIMITE - Jr 31.3; Rm 8.32


Efraim (Israel) afastara-se para longe de Deus. As dez tribos tinham caí­do em tão crassa idolatria, que Deus disse: "Efraim está entregue aos ídolos; é deixá-lo" (Os 4.17). A inconstância espiritual de Efraim foi descrita pelo pro­feta como pão que não foi virado" (7.8). Israel erguera "altares para pecar" (8.11) e provocara "a Sua ira" (12.14). Efraim era "inclinado a desviar-se" de Deus (11.7). Perdera a força, e "não o sabia" (7.9). Certamente, Deus teria ra­zão se volvesse as costas a Efraim e deixasse-lhe as conseqüências de seu mau procedimento. Mas não faria isso o nosso Deus misericordioso!

Longe disso, Ele lamenta: "Como te deixaria, ó Efraim? Como te entre­garia, ó Israel?" Aí está uma das mais comovedoras passagens da Escritura. Servindo-se da figura da repetição, tão característica da poesia hebraica, duas vezes o Senhor expressa comovente preocupação por Seu povo.

"Eu o amei", declara Ele (11.1). Que riqueza de afeição envolve essas palavras! "Como te entregaria?" "Eu ensinei a andar a Efraim", diz Ele ainda (11.3), referindo-se aos anos durante os quais instruíra pacientemente Israel, por meio de Seus profetas. Nesse mesmo versículo, serve-se Ele do quadro de um pai amante, a ensinar seu filhinho a andar, tomando-o pelos braços. Se tropeça, o bondoso pai levanta o filho e o ajuda a prosseguir. "Como te deixa­ria?"

"Atraía-os com cordas humanas, com laços de amor" (11.4). Novamente o Pai celestial serve-se da figura de um pai amoroso, em relação a um filho desgar-rado, a fim de ilustrar Seu grande afeto para com o relapso. "Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atrai" (Jr 31.3). "Como te deixaria?"

Deus ainda trata com a mesma ternura Seus filhos erradios. Ainda hoje Ele insta conosco: "Como te deixaria?" "Com benignidade te atraí".

"Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entre­gou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" (Rm. 8.32).

sábado, 18 de junho de 2011

VIDA ETERNA


6 Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.

7 Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.

8 E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num.

9 Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou.

10 Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.

11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.

12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.

I JOÃO 5: 6-12

Havia um estranho e complicado ensino na época de João que estava confundindo a igreja. Dizia-se que o espírito do Cristo entrou no homem Jesus só no seu batismo e saiu dele antes da sua morte na cruz. Este ensino falava de uma incorporação da divindade no ser humano apenas por cerca de três anos e meio. Antes do batismo Jesus era somente homem e quem morreu na cruz foi somente o homem. E muitos estavam crendo nisso.

6 Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. Quando se falava em água naquele tempo estavam se referindo ao batismo e o sangue se referia ao nascimento natural. O espírito revelou esta verdade através do testemunho dos homens de Deus que Jesus era o Deus todo poderoso na eternidade, no ventre de sua mãe, na sua infância, adolescência, juventude, na fase adulta durante a sua crucificação e ressurreição e por toda a eternidade “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” Heb. 13:8

7 Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.

Por causa desses ensinos falsos – veio a revelação sobre a trindade : Deus Pai , Deus Filho Jesus que é a Palavra, e Deus Espírito Santo

8 E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num.

O evangelho tem três elementos básicos na terra: O Espírito que convence o pecador, a água que é o símbolo da palavra e do batismo(Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. (João 3 : 5)

e o sangue representando o sacrifício de Cristo na cruz e o elemento da Nova Aliança (Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós. (Lucas 22 : 20)

9 Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou.

10 Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. O testemunho dos homens sobre Deus só é eficaz quando este leva o individuo a crer em Cristo Jesus, transformando-o radicalmente. A rejeição do evangelho e equivalente a afirmação que Deus é mentiroso, esta rejeição leva a pessoa à morte espiritual.

11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.

12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. A simplicidade do evangelho nos livra de todos os engodos das doutrinas humanas, tudo se resume em: Quem crê em Jesus te a vida eterna quem não crê não tem.

Diga com fé : eu creio em Cristo Jesus, por isso tenho a vida eterna e ninguém pode me tirar o que Deus me deu!

Amém!!!

O QUE ABORRECE A DEUS.

“Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.” Prov.6: 16 a 19.


Compartilhando a palavra: Na busca do relacionamento saudável com o nosso semelhante (na família, na igreja, na escola, no emprego, vizinhança). Precisamos saber aquilo que Deus não gosta. Este texto é muito claro e vai nos ajudar.
1– Olhos altivos – Orgulho – soberba, preconceito . “...Deus se opõem aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” 1 Pe 5.5b
2 – Língua mentirosa: Os amante da mentira serão condenados.(AP.21:8). A mentira tira o céu, muda o pai( João 8:44) e aborrece a Deus. “Quem não é fiel no pouco...” Lucas 16:10
3 – Mãos que derramam sangue inocente. Inocentar o culpado culpar o inocente,fazer acepção de pessoas; (Deut. 16:19) não testemunhar o evangelho (Ezequiel 3:18) Odiar o irmão. “Todo aquele que odeia o seu irmão é assassino...” I João 3:15
4 – Coração que trama projetos iníquos. Faz-se de tudo para se dar bem, inclusive usa o nome de Deus. Mt. 7:22-23. Mt 15:19
5 – Pés que se apressam a correr para o mal. A busca de más notícias, e a apressa para passá-las para frente, não se importando com distância, ou o custo para fazê-lo.
6 – Testemunha falsa que profere mentiras. A predisposição de mentir do nada para prejudicar alguém.
7 – O que semeia contendas entre irmãos. Fofoca, revelações, profecias, sonhos, visões, que contaminam a igreja jogando irmão contra irmão estimulando a contenda não vem de Deus. (Deus Abomina, odeia)
Conclusão
O que o Senhor abomina odiando é a maledicência, por isso é bom lembrarmos que : O maledicente precisa de ouvidos que gostam da maledicência.
Não tem como evitar a maledicência. O que se poder fazer e minimizar suas conseqüências, confiar no Senhor , e não colocar o maledicente como alvo de nossa ira, pois; “...a nossa luta não é contra a carne e o sangue...” (Ef. 6:12)
E por fim: “Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis...Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira; porque esta escrito:
-A mim pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor....
Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Rm 12:14, 17,18,19,21

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Como Limão Ou Como Mel? Pr. Paulo Barbosa

"Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação" (Habacuque 3:17, 18).

Uma senhora tinha o costume incurável de resmungar contra tudo e todo mundo. Finalmente, o ministro achou que havia encontrado alguma coisa da qual ela não poderia reclamar. Sua colheita de batatas era a melhor em toda a região. "Ah, até que enfim a senhora deve estar muito feliz", disse ele com um sorriso radiante, quando a encontrou em uma rua da aldeia. "Todos estão dizendo que sua colheita de batatas foi esplêndida este ano". A velha senhora o encarou com um olhar penetrante e disse: "É verdade que elas não são tão ruins, mas, onde estão as podres, para os porcos?"

Muitas oportunidades perdemos de encontrar a nossa
felicidade, somente por não estarmos satisfeitos com nada. Tudo é motivo para murmurações, queixas, resmungos. Queremos tudo e não queremos nada. Estamos insatisfeitos com tudo o que temos e com tudo o que não temos. Vivemos de mal com a vida e coisa alguma alegra o nosso coração.

Se os irmãos nos visitam... não têm o que fazer em casa. Se não nos visitam... não têm amor e nos tratam com indiferença. Se nos telefonam... certamente estão com algum interesse. Se não nos telefonam... não praticam os ensinos da amizade. E assim passamos os dias, azedos como limão.

A senhora da nossa ilustração era assim. As lamentações eram seu passatempo preferido! Porém, não são assim os que têm uma verdadeira experiência com o Senhor Jesus. Estão sempre satisfeitos e com um belo sorriso nos lábios. Se as batatas estão bonitas... glorificam a Deus. Se as batatas não são
muito boas, glorificam pelo que pode ser aproveitado. O que mais lhes importa é saber que o Senhor está com eles e que cuida deles com zelo e carinho.

Ao contrário dos murmuradores, os que caminham na presença de Deus são doces como o mel, são simpáticos e prestativos, são alegres e bem humorados, são e se sentem sempre abençoados.

Você se parece com limão ou com mel?

domingo, 5 de junho de 2011

Multiplicar o suprimento sobrenatural que Deus nos envia,

fazendo que ainda sobeje.

Texto: II Reis 4:42-44

Marcos: 8: 14-21

A – Introdução: Eliseu tinha um chamado para modificar as bases de formação da Escola de Profetas. Entrou a contaminação da idolatria de Baal, através do Rei Acabe e de Jezabel, e obviamente um espírito de miséria estava ainda assolando a terra de Israel. A fome dominava e juntamente com ela, a falta de fé (II Reis: 3:1-3)

multiplixE

Os discipulados viviam um ambiente mesquinho e opressor. Moravam em cubículos (II Reis 6:1) e tinham uma provisão limitada, comiam do que colhiam na floresta para fazer um “sopão” (II Reis 4:38 - 40)

Deus precisava usar um homem que tivesse uma visão não comprometida com esse espírito de miséria, alguém que tivesse a visão da prosperidade, o Senhor em seus olhos, por isso usou Eliseu

B – Como receber a provisão sobrenatural de Deus na nossa vida. (Mc 6:35 - 37)

Assim como os discípulos da escola de profetas tinham que ser curados do passado da miséria, também os discípulos de Jesus, precisavam ser preparados para ser provedores da obra e assim poderem ensinar aos outros os princípios de receber o suprimento sobrenatural de Deus.

Para receber o suprimento sobrenatural do Senhor, você precisa:

1º - Ter amor às vidas e a obra do Senhor – Mc 6:30, 31 e 34

Os apóstolos teriam que entregar de tal forma as suas vidas a ponto de não haver diferença entre a vontade de Deus e a deles. Só assim poderiam ter o sentimento espiritual de Jesus e, assim levar a prosperidade do pai para o povo de Deus.

Alguns homens tem amor a “Obra de Deus”, mas não se preocupam com os pequeninos de Jesus. Outros tem muito amor às vidas, porém fora do contexto orientado pela igreja, fazendo em ambas as situações uma obra limitada, com “responsabilidade” humana, ou com “caridade” humana, limitando então o poder multiplicador do Senhor

2º - Não ficar olhando o que você possui, mas sim o quanto você precisa. Mc 6:35 à 37

Jesus queria ensiná-los a receber a provisão sobrenatural de Deus, porém os Apóstolos ficavam vendo somente o problema. Já era tarde, o lugar era deserto, não tinham dinheiro, não tinham onde comprar; 5 pães e 2 peixes era pouco.

Eles precisavam ter uma experiência particular. A necessidade não era para eles serem envergonhados, mas sim para eles serem honrados como discípulos de Jesus.

3º - Saber que mesmo em meio às situações extremas, Deus exige ordem e decência (Mc 6:39 e 30)

Não era o momento do povo ficar desequilibrado, afoito e descontrolado, porém era um momento de equilíbrio e paz. A necessidade traz uma ansiedade muito grande, que pode gerar algazarra pelo receio de não haver o suficiente de provisão. Porém Jesus sabia mui

to bem a necessidade do povo e o quanto ele enviaria de suprimento, por isso pediu para se organizarem para receber

4º - Saber dar graças a Deus no pouco e no muito Mc 6:41

O suprimento sobrenatural de Deus viria com certeza DEUS É FIEL. Porém nos extremos, muitas vezes, não sabemos como nos portar.Por isso ....clamava a Deus para ele ter a suficiência. Não ter pouco para não roubar ou agir de forma maligna, ou não ter em excesso para assim negar a Deus ....

5º - Saber que Deus não nos dá a provisão por medida. Ele faz sobejar Mc 6:42 à 44

Jesus levou seus discípulos a alimentar cinco mil homens, fora mulheres e crianças. Porém para eles havia a porção transbordante preparada. Eles creram, entregaram o pouco (5 pães e 2 peixes), se preocuparam primeiro com a obra, e por isso receberam cada um deles 1 cesto cheio, era a porção do primogênito (Dt. 21:17) A porção transbordante

C - Conclusões de oferta especial. Lc. 6:38 e Mc 8:16 e 17

Faça você uma entrega, você tem para receber a porção transbordante de Jesus e, não deixe o inimigo te intimidar pelo pouco que você tem, pois em você esta Aquele que tem a provisão sobrenatural preparada.

Fim ........ Amém.......

domingo, 29 de maio de 2011

Vinho novo em odres velhos

Quando Jesus disse ter vindo para "lançar fogo sobre a terra" Lucas 12:49) e não para "trazer paz, mas espada" (Mateus 10:34), como falou verdadeiramente! Ele não se ajustava aos modos familiares do mundo ao qual veio. Mesmo o mais revolucionário pensamento de seu tempo não poderia contê-lo. Suas palavras e modos eram transcendentemente diferentes, inquietantes, ameaçadores. Não poderia haver uma síntese calada do velho e do novo, somente uma colisão descomprometida que conduziria inevitavelmente a rebelião ou rendição. Alguns viriam a gostar do novo, outros a odiá-lo.


Em suas três analogias, em Mateus 9:14-17 (Marcos 2:18-22; Lucas 5:33-39), Jesus responde aos seus críticos gentilmente, mas ilustra o inevitável do conflito: como pode pano novo ser usado para remendar roupa velha? Como pode o explosivo vinho novo ser contido em velhos e inflexíveis odres?

O provérbio de Jesus sobre o remendo novo na roupa velha saiu facilmente de sua própria vida. Aquele que "não tinha lugar para repousar sua cabeça" não deveria desconhecer vestes remendadas. E todos sabiam que uma tentativa de remendar uma roupa gasta com pano novo levaria a dois desastres, um estrutural e outro estético. O pano novo encolheria com a primeira lavagem e aplicaria tal tensão sobre o pano velho que faria um rasgo maior do que antes (Marcos 2:21); e, por sua própria novidade, o remendo novo faria com que a roupa velha parecesse ainda mais desbotada e velha (Lucas 9:36). Às vezes, o velho é irreparável e tem simplesmente que ceder lugar ao novo.

O judaísmo rabínico, com suas corrupções farisaicas, estava além da recuperação. Sua atitude estava totalmente tão afastada do espírito da lei e dos profetas que o único meio de ir além dela era saindo dela. E ainda que a mensagem de arrependimento e de abatida contrição de João fosse de Deus e vital para o seu tempo, ela era preparatória, e não permanente (Atos 18:25-26; 19:1-5). O novo caminho de Jesus era um pano inteiro e não uma colcha de retalhos. Ele não tinha vindo para enxertar suas novas verdades no esfarrapado tecido religioso das tradições humanas e ímpias atitudes, ou para sentar-se imóvel a uma das paradas da estrada do propósito eterno de Deus. Tivesse feito isso e teria destruído tudo. Em Cristo, todas as coisas teriam que ser novas (2 Coríntios 5:17).

A incredulidade judaica vigente recusou-se a renunciar aos seus caminhos tradicionais para receber a palavra de Deus, e crucificou Jesus. Os judaizantes da igreja primitiva relutavam em deixar a lei pelo evangelho e, em seu esforço para acomodar o evangelho à lei, manobraram para rasgar e destruir tudo (Gálatas 1:6-9; 5:3-4). A mesma disposição mental vive hoje. Velhos e ímpios caminhos, recusando a entregar a alma, nos desafiarão a acomodar o evangelho a eles ou a sair. Nesses momentos precisamos correr, e não andar, para a saída mais próxima.

O terceiro destes provérbios que Jesus usa para responder a seus críticos simplesmente reforça a mensagem dos dois primeiros: certas coisas não se ajustam. Os homens, ele disse, não colocam vinho novo, ainda fermentando e expandindo, em velhos e ressecados odres porque eles se rasgariam e seriam destruídos e o vinho novo escorreria e se perderia (Mateus 9:17). O Senhor está advertindo que mentalidades rígidas custarão aos homens a incomparável qualidade especial do evangelho. Porque ela é imprevisivelmente nova e inimaginável (1 Coríntios 2:9) e não se ajusta confortavelmente nos trilhos familiares, estamos demasiado dispostos a tentar forçá-la, através de nossas categorias congeladas, até que ela saia parecendo mais com o que esperávamos e desejávamos que fosse. Não há meio melhor do que este para simplesmente derramar no chão o precioso vinho novo do reino eterno de Deus.

Precisamos estar atentos a um conservadorismo tão insensato que pensemos que o melhor modo de permanecer firmes na fé seja manter as coisas como estão. Que tudo está bem e bom se o modo como as coisas estão é como o Senhor quer que estejam; mas se não, precisamos juntar armas a bagagem e ficar prontos para uma longa jornada naqueles novos lugares onde o Senhor pretende que estejamos. O vinho novo do evangelho não é destinado a nos deixar confortáveis, mas a nos fazer novos.

Alguns fizeram um uso infeliz da afirmação de Jesus a propósito do vinho novo e dos odres velhos. Para eles, os odres velhos freqüentemente representam aqueles modos pelos quais, no Novo Testamento, os discípulos então fizeram as coisas, e o vinho novo simboliza idéias modernas que são mais atraentes para os homens e as mulheres da geração corrente. Eles precisam ser lembrados que todos os modos dos cristãos primitivos que não foram simplesmente um reflexo das condições do seu tempo (a lavagem dos pés como um ato de hospitalidade, um beijo para saudação, etc.) eram o produto da vontade radical de Cristo e os imutáveis princípios eternos do seu reino. Todos nós faríamos bem em seguir o exemplo deles (Atos 2:42). Pois se o fizermos, certamente não estaremos sentados imóveis, mas estaremos empenhados na experiência mais radicalmente transformadora da história humana. Beber o vinho do reino de Deus não é um passo de moderação. Obedecer à voz do Filho de Deus não é um ato conservador!


sábado, 21 de maio de 2011

UM EVANGELHO CENTRADO EM DEUS


Muitas pessoas buscam a Igreja porque querem ir para o céu, fugindo do inferno. Se todos os pregadores e mestres dissessem um dia ao povo: “Decidimos que não há céu nem inferno”, quantos permaneceriam na Igreja? A maioria das pessoas perguntaria: “Então o que é que estamos fazendo aqui?” É que estamos procurando o céu, e não a Jesus o Senhor, a quem todos devem se submeter. Outros vieram porque queriam ser curados.

E qual era, realmente a mensagem naquele famoso dia de Pentecostes em que todo o mundo falou em línguas? A mensagem de Deus, naquela hora, não foi que todo o mundo devia falar em línguas. Mas sim: “E ele que foi crucificado, Deus o fez Senhor e Cristo”. Essa foi a mensagem: Deus o fez Senhor e Cristo. Quando o povo ouviu isso, todos começaram a tremer.

- É Ele o Senhor, agora?

- Sim.

- Que faremos, então? Estamos perdidos!

- Não tenham medo, arrependam-se e sejam batizados para a remissão de seus pecados e receberão o Espírito Santo.

Senhor. A Bíblia diz que se invocarmos o nome do Senhor Jesus Cristo, isto é, se nos colocarmos sob a autoridade de Jesus Cristo, seremos salvos. A Bíblia também diz que a pessoa crê com o coração. Se você crê no coração e professa de boca que Jesus Cristo é o Senhor, você será salvo. Ele é muito mais do que Salvador, Ele é o Senhor.

Um exemplo do quinto Evangelho pode ser encontrado na aplicação que comumente se faz de Lc 12,32: “Não temas, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o reino”. Muitos de nós gostamos de compor o sermão em torno desse versículo. E o versículo seguinte? “Vendei o que possuís e dai esmolas” Nunca ouvi nenhum sermão sobre isso. Por quê? Porque esse versículo não consta do quinto Evangelho. E contudo esse versículo é um mandamento. Nele, Jesus explica o sentido do versículo 32. Vendei o que possuís e dai esmolas. Quem é que tem opção no que diz respeito aos mandamentos. Ninguém, pois os mandamentos obrigam. Entretanto, o quinto Evangelho deixa algumas coisas à escolha: você não é obrigado, se não quiser. Mas esse não é o Evangelho do reino; esse é o Evangelho das ofertas.

Lemos na Bíblia: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos e eu vos aliviarei”; esse versículo também dá muitos sermões. Mas o versículo seguinte, - “Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”- esse raramente é lembrado, porque não está no quinto Evangelho. O quinto Evangelho diz que ficamos livres dos fardos e dos problemas quando somos salvos. Mas o Evangelho do reino diz que você se liberta daquele jugo para receber um outro - o jugo de Jesus. Ele precisa de você livre de todos os fardos a fim de usá-lo em prol de Seu reino. Ele quer libertá-lo dos seus problemas para que você assuma os problemas dEle. Por quê? Porque temos que viver para o Rei e não para nós mesmos.

Muitos dos meus amigos gostam de sublinhar seu versículos preferidos na Bíblia, a maioria dos quais compõe o quinto Evangelho. Para compreender o que estou dizendo procure ler os versículos que você nunca sublinhou: neles esta a verdade que lhe falta. Eu não sublinho mais a Bíblia, porque isso divide os versículos em primeira e segunda classes. Eu costumava ter a minha Bíblia sublinhada em várias cores. agora, se sublinhar, sublinho tudo da mesma cor, porque todas as palavras são importantes.

domingo, 15 de maio de 2011

O Vale de Ossos Secos



"... O Senhor me levou em espírito e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos... eram numerosos e estavam sequíssimos... Então me disse: Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor... Então profetizei... e eis que se fez um reboliço, e os ossos se juntaram, cada osso ao seu osso... E profetizei como ele me deu ordem: então o espírito entrou neles e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo." (Transcrição parcial do texto de Ezequiel 37.1-14)


Uma das mensagens desse texto é a esperança baseada no poder de Deus. Se Deus enviasse o profeta ao meio de pessoas doentes, Ezequiel talvez pudesse sugerir tratamentos para eles. Porém, Deus o coloca diante de mortos, e
não apenas isso, mortos há muito tempo, com seus ossos sequíssimos. É um quadro que mostra o fim dos recursos naturais e humanos. Aparentemente, é o fim de tudo. Mas os recursos divinos ainda não se esgotaram (Aleluia!).
Quando tudo parece perdido, Deus ainda tem solução. Veja o caso de Lázaro (João 11). Jesus chegou quatro dias depois do seu sepultamento. Parecia tarde demais, mas para Deus não era, e ele foi ressuscitado.
O vale de ossos secos mostra a desorganização de uma vida sem Deus. Vida? É mais apropriado dizer uma morte em vida. Desorganização nos sentimentos, nos negócios, nos objetivos, na família, etc. Deus diz ao profeta : Filho do homem, profetiza aos ossos: ossos secos ouvi a palavra do Senhor... A Palavra de Deus é o remédio para o problema do homem. É através da palavra de Deus, a Bíblia, pregada e ensinada, que os mortos espirituais viverão. A Palavra de Deus é viva (Hb.4.12) e comunica vida. Aqueles que receberem de bom grado a Palavra de Deus, serão por ela
transformados, vivificados.

Cada osso vai encontrando seu lugar no corpo. Isso pode ser usado de forma aplicada para dizer que cada pessoa vai
encontrando sua posição no corpo de Cristo. Vai encontrando sua razão de viver, sua missão, seu objetivo de vida, sua função.

O texto destaca ainda, a importância da ação do Espírito de Deus sobre nós. De nada adianta tudo estar no seu lugar, se não houver a ação do Espírito Santo, se não houver unção, se não houver poder. Seria como um motor de um
carro que estivesse bem montado, mas sem o lubrificante e sem o combustível necessários ao seu perfeito funcionamento. Assim, nossas igrejas não devem ser apenas organizações bem estruturadas. Isso é bom, mas não é suficiente. Não podemos funcionar sem o poder do Espírito Santo, sem a unção dos céus.
Uma vez que estamos vivificados pela Palavra, e ungidos pelo Espírito, tornamo-nos um exército. Deus não ressuscitou aqueles mortos para que cada um fosse cuidar de seus próprios interesses. Deus os ressuscitou para que se tornassem um exército para lutar na causa do Senhor. Aqueles que são vivificados, salvos, pelo Senhor, serão usados para alcançar outros. Isso não quer dizer que deixaremos de cumprir com nossos deveres. Vamos trabalhar, estudar, divertir, etc. Mas nada disso ocupará o lugar de Deus em nossas vidas. Nada disso poderá impedir que façamos nosso trabalho na obra de Deus. Ele nos ressuscitou (Ef.2.1-2). Logo, nossa vida pertence a ele e vamos viver para a sua glória.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

NOSSA VIDAS OS SONHOS DE DEUS


AS BASES PARA A CONCRETIZAÇÃO DE PROJETOS EM 1 - Você pode estar se perguntando: "Mas, como saber qual é o sonho de Deus para mim? Como saber qual é a vontade de Deus para a minha vida? Como saber se os meus sonhos são de Deus ou são só meus?" Talvez você esteja agora totalmente frustrado, ferido, sem sonhos. Mas eu quero convidar você a receber de Deus a cura e a restauração dos sonhos do seu coração. Ele é poderoso para ressuscitar os sonhos que morreram na sua vida.


2 - Antes de você nascer, Deus sonhou com a sua vida; ele mesmo lhe formou com um propósito e uma missão (Salmo 139.13-18). A Bíblia afirma, em Filipenses 2.13 que o querer, o sonhar, vem de Deus e é ele mesmo quem realiza, quem concretiza estes sonhos. Desde a sua infância, mesmo antes de você conhecer Jesus, Deus estava semeando os sonhos dele para sua vida. Ele os estava plantando dentro do seu coração. E ao longo dos anos, na medida em que você foi crescendo, estes sonhos também foram crescendo. Quando crianças sonhamos projetamos, e vivemos sonhos tremendos em nossa vida, projetamos o nosso futuro, e nas maioria das vezes, quando não conseguimos conquistar nos frustamos, Deus que nessa noite, resgatar o que foi perdido, restaurar, o que foi quebrado, DEUS QUER CHAMAR VOCE DE VOLTA PRA DESFRUTAR DOS SEUS SONHOS, E SENTI-LOS EM SEU CORAÇÃO QUE DEUS VAI TE DAR CONDIÇÕES DE CONQUISTAR ALGO ESPECIAL DE DEUS EM SUA VIDA EM NOME DE JESUS, ESSE E O NOSSO MAIOR DESEJO, EM NOME DE JESUS, E CONCERTEZA, ESTA NO CORAÇAO DE DEUS.

3 - Infelizmente, porém, a Bíblia diz que o diabo veio para matar, roubar e destruir. Ele é inimigo de Deus, e assim, inimigo dos sonhos de Deus. Portanto, ele é nosso inimigo e adversário dos sonhos de Deus para nós. A Bíblia também diz que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Mas como é que ele age para matar, para assassinar os nossos sonhos? Será que ele aparece "de chifre" para nos assustar e frustrar nossas esperanças?

4 -Certamente não. Ele usa a boca das pessoas que estão perto de nós. Ele usa olhares. Ele usa as pessoas que mais amamos e admiramos para nos ferir e desencorajar. Meu pai sempre me disse que as pessoas que mais nos ferem são aquelas que mais amamos, porque elas estão perto de nós. Se alguém que eu nem conheço direito fala algo contra mim, não me importo. Mas se alguém da minha casa ou do meu ministério fala contra mim, isso dói, isso desencoraja.

Jesus também passou por isso. Ele veio ao mundo com uma missão. Ele tinha um grande sonho, que era reconciliar o ser humano com o Pai. Ele veio para morrer na cruz em nosso lugar e ressuscitar, vencendo tudo por nós. Ele sabia que ia para Jerusalém para ser crucificado. Em Marcos 8.31-33 vemos Pedro chamando Jesus à parte para tentar convencê-lo de não ir a Jerusalém.
E a resposta de Jesus ao seu discípulo foi: "Arreda, satanás, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens!" Quando entendemos que é o diabo quem usa a boca das pessoas para nos ferir e matar nossos sonhos, fica mais fácil perdoar essas pessoas. Você precisa perdoar as pessoas que foram instrumento de Satanás para te ferir e frustrar.

Como saber se um sonho é de Deus?
Os sonhos de Deus trazem glória a Deus. A Palavra diz que o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem do Senhor. Também diz que há caminhos que ao homem parecem perfeitos, mas o seu fim é de morte. Nós, muitas vezes, pensamos que alguma coisa é sonho de Deus para nós, mas não é. Creio que uma boa maneira de obter esta resposta é sondando o nosso coração e observando se a realização daquele sonho vai trazer glória a Deus ou não. Portanto, sonde seu coração.
Se você tem um sonho, mas a sua realização não vai glorificar o Senhor, peça a Deus para arrancá-lo do seu coração ou para restaurá-lo, para que ele volte a ser exatamente como é no coração de Deus.

Os sonhos de Deus jamais serão frustrados. Os sonhos de Deus, os propósitos de Deus para a sua vida, têm o poder de se tornar realidade porque nenhum dos desígnios do Senhor pode ser frustrado. Aleluia! Na Bíblia, quando alguém recebia uma profecia, era simples saber se vinha ou não de Deus. Se acontecesse, é porque era de Deus; se não se concretizasse, é porque não era.

Os sonhos de Deus se realizam no tempo de Deus. Você pode descansar, porque se algum sonho é de Deus para sua vida, vai se realizar. Pode parecer que está demorando, que é impossível, que é algo grande demais, mas para Deus todas as coisas são possíveis. Deus sabe a melhor hora para você desfrutar a realização dos seus sonhos. Assim será com o sonho do seu casamento, do seu emprego, da sua faculdade, do seu ministério, enfim, todos os sonhos de Deus se realizarão, no tempo certo,
em sua vida.


EM CRISTO SEU IRMÃO E AMIGO,


PR CRISTIANO S BANDEIRA

quinta-feira, 5 de maio de 2011

AS BASES BÍBLICAS DA UNÇÃO

INTRODUÇÃO

A unção na Bíblia pode ser vista de modo abrangente, tanto no sentido espiritual como no sentido prático da unção com óleo. Esta é prática bíblica de muita importância pelo seu sentido simbólico e espiritual. Tanto no AT como no NT encontramos respaldo para sua utilização, ainda que de modo diferenciado. Hoje, quando tantas inovações estão ocorrendo no meio evangélico, precisamos saber um pouco mais sobre esse procedimento recomendado pela Palavra de Deus.

I - CONCEITOS DE UNÇÃO

1. ETIMOLOGICAMENTE.

Unção significa "Ato ou efeito de ungir". Ungir quer dizer: "Untar com óleo ou com ungüento"; "Aplicar óleos consagrados" (Dic.).

2. BÍBLICAMENTE. Unção vem do substantivo grego, chrisma; daí, vem o verbo chrío, ungir; e o adjetivo christós, que significa "ungido". No hebraico, o termo ungido é Messias, aplicado a Cristo. A unção, na Bíblia, pode ser entendida de modo espiritual e literal, com a aplicação do azeite ou óleo sobre alguém ou sobre algum objeto.

2.1.UNÇÃO ESPIRITUAL. É a capacitação dada por Deus a alguma pessoa, credenciando-a para cumprir uma missão específica, especial, dentro de propósitos divinos.
1) JESUS FOI UNGIDO.
Jesus foi ungido pelo Espírito Santo, "para evangelizar os pobres", "curar os quebrantados do coração, apregoar liberdade aos cativos...a por em liberdade os oprimidos" (Lc 4.18). Ele foi ungido "com óleo de alegria" (Hb 1.9). (Ver Is 61.1; At 10.38; 1 Cr 16.22).

2) OS APÓSTOLOS FORAM UNGIDOS.

Pedro era ungido de tal modo que as pessoas colocavam os doentes sob sua sombra para que fossem curados (At 5.15,16). De Paulo, levavam-se "lenços e aventais" e "as enfermidades fugiam deles" (At 19.11,12).

3) OS CRENTES FIÉIS SÃO UNGIDOS. "Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações" (2 Co 1.21, 22).

2.2. UNÇÃO COM ÓLEO: É o ato de derramar óleo sobre alguém ou sobre algum objeto, com o sentido de torná-lo consagrado a Deus, ou de buscar a cura divina sobre o enfermo.

II - A UNÇÃO COM ÓLEO NO ANTIGO TESTAMENTO.

1. O ÓLEO DA UNÇÃO.

1.1. SUA COMPOSIÇÃO. Era composto de "principais especiarias": mirra, canela aromática, cálamo aromático, cássia e azeite de oliveiras. (Ver Ex 30.22-25). Era o "azeite da santa unção".

1.2. SUA FINALIDADE.

1) A UNÇÃO DOS OBJETOS SAGRADOS. (Ex 30.26-29; 40.9-11).

O ato de ungir os objetos com o "azeite da santa unção" dava-lhe um caráter sagrado. Não podiam se utilizados para outras finalidades. Belsazar foi castigado por ter feito uso dos vasos sagrados do templo do Senhor (Ver Dn 5.2-5; 23). Hoje, os lugares de culto nem sempre são respeitados.

2) A UNÇÃO DOS SACERDOTES. (Ex 30.30; 29.7; Lv 8.12).

Os sacerdotes, após ungidos, eram considerados santos, devendo dedicar-se ao serviço do Senhor. Hoje, no Cristianismo, todos somos sacerdotes reais (1 Pe 2.9), pela unção espiritual.

3) A UNÇÃO DOS REIS.

O azeite era derramado sobre eles, na consagração para o cargo, como servo de Deus. Saul ( 1 Sm 10.1); Davi (1 Sm 16.13; 2 Sm 2.4; 11.7). Jeú (2 Rs 9.1,3). Salomão (1 Rs 1.39); 2 Rs 11.12; 2 Cr 23.11.

4) A UNÇÃO DOS PROFETAS. Elias ungiu Eliseu (1 Rs 19.16).

1.3. SUA EXCLUSIVIDADE.

Era santo, com utilização definida (Ex 30.31-33). Muitos que são ungidos para o ministério têm saído do seu lugar, misturando-se com o mundo, a política iníqua e outras coisas que não agradam a Deus.

III - A UNÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

1. A UNÇÃO NO SENTIDO ESPIRITUAL.

No NT, a palavra unção (do gr. chrisma) só ocorre três vezes (Ver 1 Jo 2.20,27). O verbo ungir (chrío) aparece cinco vezes (Lc 4.18; At. 4.27; 20.38; 2 Co 1.21; Hb 1.9). Já o adjetivo christós (Cristo) ocorre mais de 500 vezes, em diversas referências, como em Mt 1.1 e Ap 22.21.

2. A UNÇÃO COM ÓLEO.

Literalmente, ocorrem duas passagem relativas à unção com óleo: Em Mc 6.13 e Tg 5.14. 1. A UNÇÃO DOS ENFERMOS.

1.1. OS DISCÍPULOS UNGIAM (Mc 6.13). É a única referência nos evangelhos sobre esse trabalho dos discípulos. Certamente, era algo muito comum, embora as curas feitas por Jesus não utilizavam o óleo como elemento auxiliar.

1.2. A UNÇÃO PELOS PRESBÍTEROS. (Tg 5.14).

Tiago ensina como agir, quando um crente está doente, orientando que os presbíteros sejam chamados para orarem por ele, ungindo com óleo, em nome de Jesus. 2. NO PREPARO PARA A SEPULTURA (Mc 14.8; Lc 23.56). Era um costume oriental. Ao que parece para retardar a decomposição do corpo.

3. A UNÇÃO DE HÓSPEDES.

Uma mulher ungiu os pés de Jesus (Lc 7.38) e Ele chamou a atenção do anfitrião por não tê-lo ungido a cabeça (Lc 7.46).

IV - A UNÇÃO COM ÓLEO, HOJE.

1. QUEM PODE UNGIR.

1.1. OS MINISTROS DO EVANGELHO.

Pastores e evangelistas podem ungir, pois sua missão é abrangente. (Ver 1 Pe 5.1,2a).
1.2. OS PRESBÍTEROS DA IGREJA (Tg 5.14). São os membros do ministério mais indicados para realizar a unção com óleo, pois são citados explicitamente como credenciados para tal finalidade. Mas não é exclusividade deles.

1.3. OS OBREIROS EM GERAL. Na ausência dos ministros e presbíteros, em situações especiais, é admissível que diáconos, auxiliares, e obreiros em geral unjam os enfermos. Os discípulos não eram formalmente ordenados, mas ungiam (cf. Mc 6.13).

1.4. É ELEMENTO ÚTIL À ORAÇÃO DA FÉ (Tg 5.14).

Não é o azeite que cura, mas a fé no Nome de Jesus, da parte dos que oram e da parte do enfermo. A Igreja Católica tem o sacramento da "extrema unção" aos moribundos, com o sentido de conferir-lhes graça na hora da morte. Isso não tem respaldo bíblico.

2. QUE PARTES DO CORPO PODEM SER UNGIDAS.

Normalmente, deve-se ungir a cabeça do doente. No AT, sempre a unção era sobre a cabeça. Ver Sl 23.5; 133.2. A mulher ungiu os pés de Jesus, mas não em caso de enfermidade. Atualmente, há certas práticas, utilizadas por alguns, de ungir inclusive partes íntimas das pessoas enfermas. Isso é exagero, e não tem base na Palavra de Deus.

CONCLUSÃO. A unção espiritual deve fazer parte da vida dos crentes e em especial da vida dos obreiros. A oração pelos enfermos deve ser prática comum em todas as igrejas cristãs, se possível, em todas os cultos. Sempre há pessoas necessitadas de receber a oração da fé, com o recurso da unção com óleo. Esta deve ser feita não apenas como mero ritual, mas como um gesto de fé no poder do Nome de Jesus.